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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Cuidados de Enfermagem no Deslocamento Prematuro de Placenta

ENFERMAGEM (MATERNO-NEONATAL)..


Deslocamento Prematuro da Placenta.
Introdução:

Placenta é o órgão pelo qual acontece as trocas fisiológicas entre a mãe e o feto. Através dela o feto se alimenta,e respira e excreta produtos do seu organismo.O descolamento de placenta ocorre quando a placenta se desprende do útero.Acontece em 1% das mulheres grávidas e é percebida por dores abdominais,sangramento e dores na palpação abdominal.

Conceito: 

Descalamento prematuro da placenta é uma patologia obstétrica em que ocorre separação inopinada,intempestiva eprematura da placenta,normalmente inserta após a vigésima ou vigésima primeira semana de gestação.Geraalterações fisiológicas uterinas,decoagulação,renais e hipofisárias.

Causas:

A causa exata não é conhecida,existem fatores contribuintes:

-Idade materna avançada.
-Amniocentese.
-Hipertensão arterial crônica ou gestacional.
-Diabetes melito.
-Deficiência dietética
-Multiparidade

-Pressão do útero aumentada sobre a veia cava inferior.
-Cordão umbilical curto.
-Tabagismo ou uso de cocaína.
-lesão traumática.

Sinais e Sintomas:

A gestante relata dor abdominal de intensidade variável,perda de sangue vermelho escuro.Dependendo da extensão da separação da placenta e da quantidade de sangue perdido,poderá haver presença ou ausência de bcf,hipotensão eevoluir para complicações como hemorragia,choque,coagulação intravascular disseminada (CID)e morte materna e fetal.

Fator de Riscos:

Descolamento prematuro da placenta leve (separação mínima):
-Sangramento vaginal leve a moderado (pode nãoocorrer).
-Desconforto abdominal baixo vago.
-Dor à palpação abdominal leve e moderada.
-A monitoração fetal pode iniciar irritabilidade uterina.
-Batimentos cardíacos fetais fatores e regulares.
Descolamento Prematuro da placenta moderado (separação placentário de cerca de 50%):
-Dor abdominal contínua.
-Sangramento vaginal moderado,vermelho escuro (pode não ocorrer).
-Inicio dos sintomas intenso e subito.
-Sinais vitais podem indicar choque iminente.

-Ùtero doloroso à palpação,cuja consistência é firme entre as contrações.
-Batimentos cardíacos fetais pouco audíveis ou irregulares e bradicárdicos.
-trabalho de parto que em geral,começa em 2 horas e evolui com rapidez.

Descolamento Prematuro da Placenta (separação de 70% da placenta,resultado em descolamento completo).

-Inicio súbito de dor uterina intensa e constante.

-sangramento vaginal moderado.
-sinais vitais que indicam choque cardíacos fetais.
-Ùtero doloroso a palpação associado à rigidez em tabua do abdome.
-Possível aumento de tamanho do útero em descolmento graves ocultos.
Graus de Separação Placentária no Descolamento Prematuro da Placenta.

-Separação Leve:
(sangramento interno entre a placenta e a parede uterina caracteriza a separação leve).

Separação moderada:
(na separação moderada,ocorre hemorragia externa pela vagina).

Separação grave:
(hemorragia externa também é uma característica da separação grave ).

Diagnóstico:

Será clinico e ser houver a possibilidade da realizalção de USG,para achados de áreas retro-placentária hipocogênica,que corresponde ao hematoma retroplacentário.
Exame ginecológico para excluir placenta previa;
Exames laboratorias como:hemograma e plaquetas.

Tratamentos:

-Avaliação,controle e reposição do sangue perdido.
-Parto de um recém nascido viável.
-Prevenção de distúrbios da coagulação.
-Se a separação da placenta é grave e não há sinais de vida fetal,deve se induzir o parto por via vaginal,a menos que ele esteja contra por hemorragia não controlada ou outras complicações.

Cuidados de Enfermagem:

-Insira um cateter urinário de demora e monitorize o balanço hídrico.
-Obtenha amostras de sangue para dosagem de hemoglobina e hematócrito,coagulograma,grupo sanguíneo prova cruzada,como prescrito.
-Forneça apoio emocional durante o trabalho de parto.
-Dê informações sobre o progresso e o estado do feto durante o trabalho de parto.
-Incentive a cliente a verbalizar seus sentimentos.
-Ajude a cliente a desenvolver estratégia efetivas de enfretamento.
-Adiministre liquidos e hemoderivados IV.
-monitore sinais vitais da cliente ,incluindo apressão venosa central.
-Pesquise sangramentos vaginal.
-Aplique a monitoração eletrônica da frequência cardíaca fetal.
-Monitore a frequência,a intensidade,e o tônus de repouso das contrações uterinas.

-Monitore o progresso do trabalho de parto .
-Encaminhe a cliente para acnselhamento profissional, se indicado antes da alta.

Conclusão:

A mortalidade mterna pode chegar 3% dos casos e a fetal a 90%.Quando há chance de sobrevivência do bebê por tratamento é a trnsfusão de sanguínea e a cesariana.Se mesmo após a retirada do bebê por cesariana o úteronão se contrai e não pára de sangrar,é necessária a cirurgia para a retirada do útero(histerectomia),evitando,assim,o óbito materno (morte da mãe)por sangramento.


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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Aspiração Traqueal - Fundamentos em Enfermagem

ESTUDOS PARA ENFERMAGEM VEM TRAZENDO UM ASSUNTO QUE CAUSA INSEGURANÇA EM ALGUNS PROFISSIONAIS E RECÉM-FORMADOS, NO ENTANTO, MESMO QUE PAREÇA DIFÍCIL, O PROCEDIMENTO NÃO É COMPLEXO, DEVEMOS ATENTAR PARA TÉCNICAS ESTÉREIS.
A aspiração é a aplicação de sucção ao trato respiratório do paciente para ajudá-lo a remover secreções líquidas ou espessas das vias aéreas superiores e inferiores, quando o paciente não tem condições de removê-las sozinho.
A aspiração das vias aéreas superiores pode envolver o nariz, boca e orofaringe. A aspiração das vias aéreas inferiores envolve basicamente a traqueia e, ocasionalmente, a aspiração profunda envolve os brônquios direito e esquerdo.

  • Bandeja
  • Sonda de aspiração traqueal estéril – nº 14 ou 16 (adulto), nº 8 ou 10 (criança)
  • Compressa gaze estéril
  • Pares de luvas estéreis
  • Pares de luvas procedimento
  • Solução fisiológica 10 ml
  • Aspirador
  • Frasco de aspiração
  • Máscara cirúrgica
  • Óculos de proteção lateral

PROCEDIMENTO

  1. Higienize as mãos
  2. Reúna o material na bandeja
  3. Explique o procedimento ao paciente
  4. Coloque o paciente em posição de semi-Fowler
  5. Conecte o aspirador ao frasco coletor
  6. Calçar luva de procedimento na mão não dominante e luva estéril na mão dominante.
  7. Segurar a sonda de aspiração com a mão dominante
  8. Com a mão não dominante clampear a extensão de látex e introduzir a sonda com a mão dominante até encontrar resistência ou ocorrer tosse por estimulação
  9. Desclampear a extensão para que ocorra a aspiração da secreção
  10. Retirar lentamente a sonda, realizando movimentos circulares. Esta etapa não deve exceder a 10s
  11. Retirar as luvas
  12. Lavar as mãos
  13. Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar (conforme decisão do COREN-SP-DIR/001/2000)
  14. Registrar o procedimento em planilha de produção
  15. Manter a sala em ordem
FONTE: 
http://aenfermagem.com.br/procedimentos/aspiracao-traqueal/


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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Vantagens da utilização de curativos especiais / curativos tradicionais

O uso das coberturas atuais, além de reduzir os custos com o tratamento, permite a redução do número de trocas dos curativos, diminuindo a dor gerada durante a troca, gerando conforto para o cliente. Os curativos usados otimizam o processo cicatricial, pois preenchem os critérios do Curativo Ideal definidos por Turner em 1982. A indicação correta do tratamento de feridas resulta na redução significativa de internações hospitalares, principalmente por complicações infecciosas como osteomielites, infecções de partes moles e outras causas como enxertias recorrentes, desbridamentos recorrentes etc. Também há uma redução de internações para procedimentos envolvendo próteses ortopédicas.

Podemos notar que a relação custo/benefício entre o tratamento tradicional (ultrapassado) e o tratamento atual é incomparável. Basta pensarmos que clientes que apresentam uma lesão há muitos anos e tentaram tratamento com os vários produtos tradicionais, sem alcançar sucesso com esses tratamentos, investiram capital, durante anos,  (Tratamento tradicional). Porém, com o tratamento atual, o resultado de cura foi alcançado em alguns meses, o que demandou um investimento incomparavelmente menor por parte do cliente.

Tipos de Curativos:

  • Carvão Ativado com Prata – antimicrobiano (Actsorb Plus*25):

Ação microbicida tópica; feridas com grau de contaminação elevado, colonizadas; infectadas / A prata, incorporada ao tecido de carvão ativado, tem propriedades bactericidas. O carvão fixa os microorganismos e minimiza o odor da ferida 1°troca 48/72hs; Diminuindo exsudato troca a cada 5 ou 7 dias. 


  • Aginato com Prata – antimicrobiano  ( (Actsorb Plus*25)

 Composto de alginato de alta resistência, carboximetilcelulose e fibras de naylon revestidas com prata (8%).




  • ​Acetato de Celulose com emulsão de Petrolatum  (Adaptic*):



 -  Proteção do tecido,permite maior migração celular, mantém o adequado meio úmido, preenche espaço morto              associado ao Hidrogel impregnado com emulsão neutra de petrolatum, solúvel em água, especialmente formulada        para permitir o livre fluxo de exsudato através do curativo.

 - Hidrata e protege fascia, tendões, tecido neoformado;

  • Hidrogel amorfo com alginato de sódio (Nu Gel*):


Doa umidade ao leito da ferida permitindo migração celular e maior viabilidade de tecido de granulação / desbridamento autolítico de placas necróticas e tecido desvitalizado.

  • Hidrogel em placa (Nu Gel* placa):


Curativo semi-oclusivo que consiste de polivinilpirrolidona e água. O hidrogel é sustentado por uma estrutura fibrosa e revestido nas partes internas e externa por um filme de polietileno que protege ambos os lados do curativo.

  • Colágeno com alginato (Fibracol Plus*):


Curativo de colágeno (90%) com alginato (10%) que fornece um apoio estrutural para crescimento celular, favorecendo a condição ideal de meio úmido. Este curativo combina a resistência e apoio estrutura do colágeno com as propriedades de formação de gel do alginato; reage com as metaloproteases / utilizar com acetato de celulose (gaze vegetal absorve o colágeno). 

  • Celulose regenerada oxidada com prata (Prisma*):


Celulose regenerada oxidada (ORC) 45%, Colágeno 55%, Prata 1% / proteção equilibrada para o leito da feridas acelerando o processo cicatricial.

  • Matriz Promogran (Promogran*): 


Celulose regenerada oxidada (ORC) 45% e Colágeno 55% ligassem as metaloproteases, criando ambiente no leito da ferida que protege os fatores de crescimento, acelerando a cicatrização.

  • Sistema de compressão multicamadas (Dyna Flex):


Proporciona retorno venoso graduado, indicado para úlceras venosas e condições associadas. È composto de três camadas sendo a primeira de algodão respirável para conforto, a segunda camada composta de cobertura de compressão com indicador para estiramento adequado e a terceira camada composta de cobertura coesiva qie proporciona pressão adicional. Acompanha uma unidade do curativo Adadptic para proteção da ferida. 

  • Hidropolímero com adesivo (Tielle Plus*):

 

 Controle de exusato, expande-se preenchendo cavidades, adesivo acrílico com remoção suave, confortável. Composto por quatro camadas distintas: camada exterior de polituretano, adesivo de gel de poliuretano, camada interior super absorvente de não-tecido e uma camada interior de poliuretano.

  • Filme transparente (Bioclusive*):


Proteção de proeminências ósseas, feridas superficiais, incisões cirúrgicas, pele sensível do idoso, fixação de cateteres e curativos. 

  • Hidrocolóide (Nu-Derme* curativo de hirocolóide):


Hidrocolóide estéril indicado para manter um meio úmido na ferida. Um meio úmido na ferida promove sua cicatrização ao estimular o desbridamento autolítico 

  • Alginato (Nu- Derme* curativo de alginato):


Fibras de alginato co-torcido G (ácido gulurônico) 85% e fibras de CMC (15%), acabamento entrelaçado. Indicado para feridas exsudativas.


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FONTE: http://www.hcenfermeiras.com.br/noticias/2/-vantagens-da-utilizacao-de-curativos-especiais-curativos-tradicionais

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

As queimaduras se classificam de acordo com a profundidade e a extensão da área lesada, o que determinará a sua gravidade.

1º grau: atinge a epiderme, apresenta vermelhidão da área e é acompanhada de dor.
2º grau: a lesão atinge a epiderme e a derme, apresenta vermelhidão na área e é acompanhada de dor e aparecimento de bolhas.
3º grau: atinge as camadas mais profundas do tecido subcutâneo.

Somatório das áreas:
• Cabeça e pescoço: 9%
• Tronco anterior 18%
• Tronco posterior 18%
• Braço 9% (cada um)
• Perna 18% (cada um)
• Períneo 1%

Classificação das queimaduras:

De acordo com Santos (2003) podemos considerar um paciente de “grande queimado” quando:
Adultos: > 75 anos, com 10 % de área corporal lesada/queimada, de acordo com a regra dos nove.
Criança: < 10 anos, também com 10 % de área corporal lesada/queimada, de acordo com a regra dos nove. As demais faixas etárias, ou seja, entre 10 e 55 anos, apresentando 20% ou mais de área corporal lesada/queimada, de acordo com a regra dos nove.

Regra dos nove:

A assistência de enfermagem deve realizar cuidados bem específicos para este tipo de paciente, pois a patologia em si causa grandes mudanças vasculares e alterações no volume do líquido corporal do paciente, a pele lesada perde a capacidade de reter calor e de manter a temperatura corporal, grande risco de infecções e outras complicações.

Os cuidados incluem:

• Instalar O2 se necessário, sob cateter nasal, até 3 l/min, ou sob máscara.
• Verificar SSVV e instalar oxímetro de pulso
• Lavar as áreas com SF 0,9% e mantê-las cobertas com gaze ou compressa úmida
• Puncionar acesso venoso de grosso calibre e manter hidratação venosa conforme prescrição médica
• Manter o material de entubação de fácil acesso, assim como o respirador.
• Dar continuidade ao plano de cuidados traçado pelo enfermeiro responsável
• Fazer curativo diário mantendo rigorosa técnica asséptica
• Controlar diurese

Noções gerais de ventilação mecânica (vm)

Segundo Machado (2004) a ventilação mecânica é qualquer método de respiração que utiliza um aparelho mecânico para aumentar ou satisfazer completamente as necessidades respiratórias do paciente. 
O ventilador pulmonar é definido como um dispositivo automático conectado às vias aéreas com o objetivo de aumentar ou prover a ventilação do paciente. É o método de substituição funcional mais utilizado em terapia intensiva.

Em linhas gerais é indicada em casos de:

• Insuficiência respiratória aguda sem doença subjacente.
• Doenças neuromusculares
• Edema pulmonar, pneumonia, asma.
• Depressão do centro respiratório.
• Falência respiratória.
• Traumatismos torácicos.
A VM pode ser do tipo: invasiva ou não-invasiva. As Indicações para Ventilação Mecânica Invasiva são:
• Pacientes que não são capazes de manter adequada ventilação alveolar e trocas gasosas
• Pacientes que não são capazes de proteger as vias aéreas (déficit de deglutição, tosse ineficaz, com dificuldade de eliminação de secreções) 
• Pacientes com Falência Muscular respiratória
• Pacientes que falharam na adaptação da Ventilação Não-Invasiva.
• Pacientes com rebaixamento do nível de consciência.

Já a ventilação não – invasiva que se trata de um suporte ventilatório que usa Máscaras Nasais ou Faciais, não sendo necessária a intubação ou traqueostomia é indicada quando temos:
• Paciente colaborativo
• Paciente capaz de proteger as vias aéreas e eliminar secreções 
• Capacidade de adaptação às máscaras nasal ou facial
• Pressão arterial controlada 

Este tipo de ventilação é mais vantajoso que o modo invasivo por que:
• Melhora troca gasosa, 
• Minimiza desconforto respiratório, 
• Diminui necessidade de hospitalizações, 
• Reduz riscos de infecções respiratórias, 
• Reduzem as lesões de vias aéreas superiores, 
• Reduz tempo de hospitalização, 
• Reduz morbidade e mortalidade, 
• Baixo custo de terapia, 
• Fácil manuseio.

Temos três tipos principais de ventilação:
1. Ventilação Controlada
Neste modo de ventilação não há participação do paciente, o aparelho determina todas as fases da ventilação. A sensibilidade do aparelho está desligada porque o paciente não vai colaborar neste caso.

2. Ventilação Assistida 
Neste modo de ventilação, o aparelho determina o início da inspiração por um critério de pressão ou fluxo, mas o ciclo só é iniciado com o esforço do paciente. (Sensibilidade predeterminada). 

3. Ventilação assistido-controlada 
Este modo permite um mecanismo duplo de disparo fornecendo maior segurança para o paciente, pois o ciclo controlado entra sempre que o paciente não disparar o ciclo assistido. Utilizam-se frequências respiratórias ligeiramente abaixo da frequência espontânea do paciente para que os ciclos controlados sejam a exceção.

Segundo Machado (2004) os cuidados de enfermagem relacionados com a ventilação são:


• Controlar a existência de conexão entre o ventilador e a rede de gás, bem como os pontos do circuito e tubo endotraqueal ou cânula de traqueostomia.
• Manter o carro de urgência e o material de oxigenação, próximos ao paciente em uso de ventilação.
• Cuidado ao mobilizar o paciente, não realizando manobras bruscas para evitar pinçamento do circuito e desconexões do ventilador o que causaria danos ao estado clínico do paciente.
• As traqueias do circuito devem estar livres de água ou qualquer outra substância para evitar infecções respiratórias.
• Observar se os parâmetros programados estão de acordo com os prescritos e condizentes com o quadro clínico do paciente.
• Estar atento aos alarmes sempre que ocorram. Manter ajustados os limites máximos e mínimos programados para os alarmes, observando com frequência os avisos ópticos e evitando confusão em face de indicadores simultâneos.
• Avaliar nível de consciência, estado de agitação e adaptação do paciente a ventilação mecânica. Verificar o uso de sedativos, relaxantes musculares, para conseguir uma adequada ventilação.
Ao avaliar o paciente entubado ou traqueostomizado devem ser feitas as anotações adequadas no prontuário incluindo:
• A localização do tubo ou cânula (oral, nasal) e o tipo (traqueostomia, cricotireoidostomia, etc.);
• O tempo de permanência; 
• As complicações: locais da traqueostomia (hemorragia; enfisema subcutâneo ou de mediastino; pneumotórax, perfuração de traqueia, mediastino ou esôfago; lesão de corda vocal; aspiração do conteúdo gástrico; rotura de laringe;) e as tardias (estenose traqueal ou subglótica; aspiração; fístula traqueosofágica; mudança na voz; infecção; sangramento; traqueomalacia);
• As condições de permebilidade do tubo ou cânula (obstruída desposicionamento).
• A secreção: tipo (amarela, sanguinolenta, espessa, etc.) e quantidade (pequena média e grande);
• O tipo de fixação.

FONTE: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/fisioterapia/cuidando-do-paciente-queimado/38732

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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Cuidados Intensivos de Enfermagem ao Paciente com Dreno de Tórax

TUBOS TORÁCICOS

Os tubos torácicos são usados em clientes nos quais é necessário retirar o conteúdo líquido ou gasoso patologicamente retido na cavidade pleural ou mediastínico.
Os diâmetros dos tubos são aferidos em medida francesa (F) (French).Os tubos mais calibrosos (20F a 36F) são usados para drenar sangue e secreções espessas,enquanto os mais finos (16F a 20F) são utilizados para retirar ar.Os sistemas de drenagem torácica podem ter um,dois ou três frascos cheio de água.O princípio é igual em todos eles,a vedação aquática com selo d’ água usa uma válvula unidirecional que possibilita que o ar deixe a cavidade pleural mas impede que volte,mantendo,desse modo,pressão negativa.

 Material para drenagem torácica

  • Mesa auxiliar
  • Foco auxiliar
  • Caixa pequena cirurgia padronizada pela instituição
  • Drenos tórax compatível com a finalidade
  • Gazes estéreis
  • Fios de sutura
  • Seringas e agulhas
  • Solução anti-séptica
  • Luvas estéreis
  • Capote
  • Gorro cirúrgico
  • Máscaras
  • Anestésico local a 2% sem vasoconstritor
  • Lâmina de bisturi de acordo com cabo de bisturi
  • Frascos de sistema de drenagem
  • Soro fisiológico para preenchimento do frasco ou frascos
  • Fita adesiva
  • Recipiente para lixo


Cuidados de enfermagem na Assistência á Drenagem Torácica

  • Lavar as mãos,reunir material e levar para beira leito
  • Dispor material sobre mesa auxiliar
  • Auxiliar o médico no posicionamento do tórax a ser drenado;elevar acima da cabeça e restringir o braço no lado a ser drenado
  • Colocar sobre campo estéril ,fio de sutura,lâmina de bisturi e cateter de drenagem.
  • Segurar anestésico para que o médico possa aspirar o conteúdo sem contaminar
  • Despejar solução anti-séptica na cuba rim
  • Ajustar foco luz
  • Atender paciente e o médico durante procedimento
  • Preencher o frasco de drenagem com SF 0,9% conforme orientação médico
  • Após introdução dreno ,auxiliar na conexão deste á extremidade distal do sistema sem contaminar
  • Após termino do procedimento,descartar material perfuro cortante em recipiente especial(descarpack) e os demais no lixo hospitalar
  • Fazer curativo no local da inserção
  • Registrar todo material utilizado,deixar paciente e a unidade em ordem
  • Identificar curativo com data,hora,nome do realizador e anotar no prontuário
  • Lavar mãos
  • Ligar para o setor de raio-x para realização de raio-x de tórax. (confirmar posicionamento do dreno tórax)


Cuidados Intensivos de Enfermagem

  • Lavar as mãos,secar e fazer anti-sepcia com álcool 70% ( ou seguir protocolo de cada instituição)
  • Preencher o selo d´água com 300 ml de soro fisiológico 0,9%, ou 500 ml da mesma solução.( ou seguir protocolo da sua instituição)
  • Após-instalação do dreno, a mensuração dos débitos dos drenos deverá ser feita a cada 6 hora ou intervalos menores caso haja registros de  débitos superiores a 100 ml/hora.( casos de conteúdo liquido ).
  • A mensuração deverá ser feita colocando uma fita adesiva ao lado da graduação do frasco, onde o técnico de enfermagem deverá marcar com uma caneta o volume drenado marcando também a hora da conferência
  • A troca do selo d´água deverá ser feita a cada 12h.
  • Clampeiar o dreno para que não haja entrada de ar para a cavidade torácica e após a troca, lembrar sempre que o dreno deve ser desclampeado.
  • Os curativos na inserção dos drenos devem ser trocados diariamente utilizando os produtos preconizados pelo Serviço de Infecção Hospitalar de cada instituição
  • Colocar frasco de drenagem no piso,dentro de suporte,próximo ao leito do paciente,ou dependurá-lo na parte inferior do leito,evitando-se desconexões acidentais ou tombamento do frasco.
  • "Ordenhar" ou massagear a tubulação na direção do frasco coletor de drenagem,de 2 em 2horas ou conforme protocolo da instituição.
  • Nunca elevar frasco de drenagem acima do tórax sem ser clampeado.
  • Lavar as mãos,conforme após procedimento e sempre que houver necessidade de "ordenhar" tubulação.
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